Ao estudar os complexos, Jung descobriu outro nível da psique, ao qual chamou de inconsciente coletivo.
Rompendo com a noção de que tanto a mente consciente como a inconsciente eram originárias da experiência, Jung demonstrou que a evolução e a hereditariedade determinam a linha de ação da psique, assim como o fazem com o corpo físico. A mente, através de seu mediador, o cérebro, herda as características que determinam de que forma uma pessoa reagirá às experiências de vida, configurando-a previamente pela evolução. O homem está ligado ao seu passado pessoal, ao passado de sua espécie e à longa cadeia da evolução orgânica.
O inconsciente coletivo é o depósito das “imagens primordiais”, que se referem ao primeiro, ao mais primitivo desenvolvimento da psique.
Herdamos essas imagens do passado ancestral, que inclui os nossos antecessores humanos, pré-humanos e animais. São predisposições ou potencialidades no experimentar e no responder ao mundo tal como os nossos antepassados.
Os conteúdos do inconsciente coletivo ativam padrões pré-formados de comportamento pessoal, que a pessoa seguirá desde o seu nascimento.
Um exemplo: Temos no Inconsciente coletivo uma “imagem primordial” de “mãe”. Esta imagem expressar-se-á assim que o bebê tiver a percepção de sua mãe verdadeira, e a ela reagir. A imagem de “mãe” que está no inconsciente coletivo é a responsável pela nossa fácil identificação da figura materna e como reagimos a ela.
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