Os conteúdos do inconsciente coletivo são denominados arquétipos.
Os arquétipos são “formas sem conteúdo que representam apenas uma possibilidade de percepção e ação” (CWJung IX/1,§48). São universais – todos herdam as mesmas imagens arquetípicas básicas, que serão preenchidas pelo material da nossa experiência consciente.
Continuando o exemplo da Imagem pré-formada de “mãe”: assim que o bebê entrar em contato com sua mãe a imagem pré-formada será amplificada, sendo agora definida pela aparência e comportamento da mãe verdadeira e pelas experiências que terá com ela ao longo da vida.
Citamos anteriormente que os complexos residem no inconsciente pessoal e que são aglomerados de sentimentos, pensamentos e lembranças carregados de forte potencial afetivo. O arquétipo é o núcleo do complexo. Ele atrai para si experiências significativas, a fim de formar o complexo, tornando-se suficientemente forte para constituir o centro de um complexo bem desenvolvido, para poder se expressar na consciência e no comportamento.
Existe um número inimaginável de arquétipos, dentre os quais: pai, mãe, herói, criança, Deus, demônio, nascimento, morte, renascimento, sábio, embusteiro, sol, lua.
Alguns arquétipos desempenham papéis fundamentais na formação de nossa personalidade e de nosso comportamento. São eles: persona, anima e animus, sombra e o Si-mesmo.
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